segunda-feira, 30 de junho de 2014

The Fault in John Green

Hello loooves!
Parece que tenho andado um pouco desaparecida aqui do cantinho virtual. Sinceramente não tenho nenhuma justificação para não ter vindo publicar mais cedo e a minha desculpa é a preguicite aguda que tomou conta de mim. E é isto.

A publicação de hoje contém spoilers sobre o filme "A culpa é das estrelas". Se ainda não viu o filme e não quiser saber a minha opinião (ou devaneio, como preferir) não leia esta publicação.
Ora vamos lá.

Depois de ter visto o filme, aconselhei os meus queridos amigos do facebook que quisessem ir ver, a fazerem-se acompanhar de um volume de lenços de papel. Não estava a brincar e de facto, gostaria que me tivessem avisado antes de eu o ter visto, pois não levava comigo nem um pacotinho e como já devem ter calculado aquilo foi uma choradeira pegada. Para ser muito sincera, fiz um tremendo esforço para morder o lábio e evitar que as torneiras se abrissem mais cedo, muito embora a minha amiga Cátia tenha achado que eu mais parecia uma cascata ao ar livre. Enfim. Quando cheguei a casa depois de ver o filme, sentia-me devastada mas ao mesmo tempo intrigada. Não é fácil escrever sobre um tema tão delicado baseado puramente na imaginação. Depois da pesquisa fiquei a saber que John Green se inspirou de facto numa adolescente real que com apenas 16 anos travou uma luta contra um cancro na tiróide. Mas o que é isto de se padecer perante um cancro? Porque é que quase toda a população sofre da doença ou morre devido à mesma? Dizem que está na moda ter cancro. Essa moda não poderia ser mais pérfida. Continuando nA culpa é das estrelas, o que mais gostei no filme foi a forma como nos ensina uma lição. Não é o facto de duas pessoas portadoras da doença se relacionarem e se apaixonarem. Não, o que mais me captou a atenção foi o modo como mesmo lutando contra todas estas adversidades os personagens não perdem a sua essência. Onde melhor se denota isto é no Augustus Waters. Devido ao cancro, teve que amputar uma perna e deixar de jogar basquetebol tudo antes de fazer dezoito anos, mas não deixou de ser divertido e de levar a vida com ligeireza. Nem quando soube que iria morrer.  Neste filme aprendi que pode haver beleza no que é horrível e uma luz na escuridão, nem que essa luz seja apenas um pequeno pirilampo no meio do negrume do nevoeiro cerrado. Marcou-me muito as dúvidas e incertezas da Hazel em relação ao futuro da sua família depois que ela falecesse. O que restaria dos seus pais quando já não tivessem que cuidar dela e se existe vida depois da morte. Este tema é demasiado controverso para mim. Admito que não sei como lidar com a morte e talvez me tenha ressentido mais em algumas cenas devido a isso. Mas afinal, como é possível alguém estar presente, falar e rir connosco e de uma hora para a outra, simplesmente deixar de existir? Não sei como lidar com isso, talvez o tempo me ensine de certo modo a aligeirar o meu antagonismo. Talvez. 

"You gave me a forever within the numbered days, and I'm grateful.”  foi talvez a frase que mais me marcou em todo o filme. Pela sua beleza, pela sua essência. Adorei este filme mas tenho a certeza que tão cedo não irei estar preparada para vê-lo de novo. Tem tanto de belo como de avassalador. Uma grande ovação para a Shailene Woodley e para o Ansel Elgort por terem feito um excelente papel ao dar vida a estes fabulosos personagens. Ao Peter Green, esperarei ansiosamente por outro magnifico livro.

Então e vocês, já viram o filme? Qual é a vossa opinião? 
Espero não vos ter maçado muito com o texto gigante que escrevi. Havia mais coisas que queria ter dito mas não encontrei a coerência suficiente para as transcrever. 



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