Hello loooves!
Parece que tenho andado um pouco desaparecida aqui do cantinho virtual. Sinceramente não tenho nenhuma justificação para não ter vindo publicar mais cedo e a minha desculpa é a preguicite aguda que tomou conta de mim. E é isto.
A publicação de hoje contém spoilers sobre o filme "A culpa é das estrelas". Se ainda não viu o filme e não quiser saber a minha opinião (ou devaneio, como preferir) não leia esta publicação.
Ora vamos lá.
Depois de ter visto o filme, aconselhei os meus queridos amigos do facebook que quisessem ir ver, a fazerem-se acompanhar de um volume de lenços de papel. Não estava a brincar e de facto, gostaria que me tivessem avisado antes de eu o ter visto, pois não levava comigo nem um pacotinho e como já devem ter calculado aquilo foi uma choradeira pegada. Para ser muito sincera, fiz um tremendo esforço para morder o lábio e evitar que as torneiras se abrissem mais cedo, muito embora a minha amiga Cátia tenha achado que eu mais parecia uma cascata ao ar livre. Enfim. Quando cheguei a casa depois de ver o filme, sentia-me devastada mas ao mesmo tempo intrigada. Não é fácil escrever sobre um tema tão delicado baseado puramente na imaginação. Depois da pesquisa fiquei a saber que John Green se inspirou de facto numa adolescente real que com apenas 16 anos travou uma luta contra um cancro na tiróide. Mas o que é isto de se padecer perante um cancro? Porque é que quase toda a população sofre da doença ou morre devido à mesma? Dizem que está na moda ter cancro. Essa moda não poderia ser mais pérfida. Continuando nA culpa é das estrelas, o que mais gostei no filme foi a forma como nos ensina uma lição. Não é o facto de duas pessoas portadoras da doença se relacionarem e se apaixonarem. Não, o que mais me captou a atenção foi o modo como mesmo lutando contra todas estas adversidades os personagens não perdem a sua essência. Onde melhor se denota isto é no Augustus Waters. Devido ao cancro, teve que amputar uma perna e deixar de jogar basquetebol tudo antes de fazer dezoito anos, mas não deixou de ser divertido e de levar a vida com ligeireza. Nem quando soube que iria morrer. Neste filme aprendi que pode haver beleza no que é horrível e uma luz na escuridão, nem que essa luz seja apenas um pequeno pirilampo no meio do negrume do nevoeiro cerrado. Marcou-me muito as dúvidas e incertezas da Hazel em relação ao futuro da sua família depois que ela falecesse. O que restaria dos seus pais quando já não tivessem que cuidar dela e se existe vida depois da morte. Este tema é demasiado controverso para mim. Admito que não sei como lidar com a morte e talvez me tenha ressentido mais em algumas cenas devido a isso. Mas afinal, como é possível alguém estar presente, falar e rir connosco e de uma hora para a outra, simplesmente deixar de existir? Não sei como lidar com isso, talvez o tempo me ensine de certo modo a aligeirar o meu antagonismo. Talvez.
"You gave me a forever within the numbered days, and I'm grateful.” foi talvez a frase que mais me marcou em todo o filme. Pela sua beleza, pela sua essência. Adorei este filme mas tenho a certeza que tão cedo não irei estar preparada para vê-lo de novo. Tem tanto de belo como de avassalador. Uma grande ovação para a Shailene Woodley e para o Ansel Elgort por terem feito um excelente papel ao dar vida a estes fabulosos personagens. Ao Peter Green, esperarei ansiosamente por outro magnifico livro.
Então e vocês, já viram o filme? Qual é a vossa opinião?
Espero não vos ter maçado muito com o texto gigante que escrevi. Havia mais coisas que queria ter dito mas não encontrei a coerência suficiente para as transcrever.

Sem comentários:
Enviar um comentário